RIFTSTORM encontra o meio-termo que faltava aos extraction shooters
RIFTSTORM entra no Early Access tentando juntar três gêneros que adoram disputar a atenção do jogador: looter shooter, roguelite e extraction shooter. O curioso é que, em vez de transformar essa mistura em uma pilha de sistemas brigando entre si, o jogo encontra um ritmo surpreendentemente fácil de entender.
A estrutura é direta. Cada missão coloca um Weaver em mapas vistos de perspectiva isométrica para cumprir objetivos, eliminar inimigos, pegar recursos e decidir quando é hora de ir embora. Os controles respondem bem e a ação lembra os twin-stick shooters clássicos, enquanto armas aleatórias, progressão permanente e builds temporárias adicionam camadas ao combate.
Cada missão cria sua própria build em RIFTSTORM
Os Lythograms são responsáveis por boa parte da graça. Encontrados durante as partidas, eles oferecem melhorias temporárias que podem fazer projéteis ricochetearem, inimigos explodirem ao morrer ou armas ganharem novos efeitos.
Nada disso permanece depois da extração. A próxima missão começa praticamente como uma nova experiência, obrigando o jogador a improvisar com aquilo que aparecer pelo caminho.
Fora das missões, a progressão continua através de níveis, equipamentos, Augments e armas com atributos variados. Existem cinco Weavers disponíveis no início do Early Access, cada um com habilidades e estatísticas próprias, embora novos personagens demorem um pouco demais para começar a aparecer.
Fugir também pode ser uma vitória
A melhor decisão de RIFTSTORM está na forma como trata a extração.
É possível abandonar uma missão antes de concluir todos os objetivos e levar embora os recursos encontrados. O progresso da campanha não avança, mas o loot fica salvo. Isso cria aquela dúvida típica do gênero — arriscar mais ou sair enquanto ainda dá tempo — sem exigir que cada tentativa termine em tudo ou nada.
Até morrer recebe uma solução menos cruel. O equipamento já conquistado não desaparece, mas uma arma pode ganhar um modificador negativo permanente através do Weapon Scarring. O fracasso continua incomodando, só não apaga horas de progresso.
O caos de RIFTSTORM fica melhor em companhia
As primeiras missões são tranquilas, mas dificuldades maiores começam a exigir atenção com habilidades, esquivas e sinergia entre jogadores. Áreas especiais de alto risco oferecem recompensas extras e reforçam a tentação constante de avançar um pouco além do necessário.
O espetáculo também ajuda. Quando chefes, tiros, explosões e habilidades ocupam a tela ao mesmo tempo, a trilha eletrônica acompanha muito bem a intensidade dos combates.
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Nem tudo está no lugar. Há problemas de desempenho relacionados a CPUs com muitos núcleos, níveis mais altos ainda carecem de balanceamento e o jogo exige conexão constante até no modo solo.
Mesmo assim, RIFTSTORM já entende algo importante: uma boa extração não precisa ser uma ameaça constante de perder tudo. Entre loot, builds temporárias e tiroteios rápidos, o Early Access já tem um ciclo capaz de transformar “só mais uma missão” em várias.




