Blood Reaver resgata a fórmula de COD Zombies com demônios e magia
Quem sente falta da simplicidade dos antigos modos Zombies de Call of Duty provavelmente vai entender Blood Reaver em poucos minutos. O FPS de fantasia sombria da Hell Byte Studios troca os mortos-vivos tradicionais por demônios e acrescenta magia à fórmula de sobreviver ao maior número possível de ondas.
Ainda em Early Access, o jogo não esconde suas inspirações. A diferença é que armas convencionais dividem espaço com poderes sobrenaturais em um cenário que parece uma fortaleza construída no próprio inferno.
Sobreviver às hordas exige abrir espaço e melhorar o arsenal
Cada partida começa de maneira simples, com uma pistola básica e inimigos relativamente fáceis. A tranquilidade dura pouco. Conforme as ondas avançam, surgem demônios mais agressivos, incluindo criaturas que correm e outras que explodem ao se aproximar.
Eliminar inimigos rende dinheiro para comprar armas e liberar novas áreas do mapa. Crossbow, shotgun e rifle automático estão entre as opções disponíveis, enquanto barricadas destruídas pelos monstros podem ser reconstruídas para atrasar temporariamente a invasão.
A movimentação acaba sendo fundamental, principalmente porque o mapa atual é relativamente pequeno e os inimigos podem aparecer de várias direções.

Magia dá personalidade à conhecida fórmula de COD Zombies
O sangue obtido durante os confrontos alimenta habilidades especiais. É possível desacelerar o tempo, criar áreas que aumentam o dano ou lançar uma onda de fogo contra os inimigos.
Antes da partida também é possível escolher granadas e utilidades com diferentes efeitos. Algumas incendeiam grupos de demônios, enquanto outras facilitam a obtenção de munição, aumentam a velocidade ou ajudam a conseguir mais sangue.
Os sistemas de Blood Reaver são simples, mas suficientes para evitar que Blood Reaver seja apenas uma cópia direta de COD Zombies. O multiplayer também combina naturalmente com a proposta, inclusive permitindo que companheiros reanimem jogadores derrubados. No modo solo, cair significa o fim da partida.
A falta de variedade de Blood Reaver ainda limita o Early Access
O maior problema atualmente é a quantidade de conteúdo. Existe apenas um mapa, chamado Final Stand, e armas e desbloqueios permanecem sempre nos mesmos lugares. Depois de algumas partidas, fica fácil memorizar as melhores rotas.
Também não há um objetivo final além de sobreviver, conseguir mais headshots e alcançar ondas cada vez maiores. Para um jogo construído em torno da repetição, a ausência de elementos aleatórios e de mais mapas prejudica a longevidade.
A apresentação, por outro lado, ajuda bastante. A fortaleza destruída, os relâmpagos avermelhados, a chuva e os efeitos de magia constroem uma atmosfera infernal convincente. Armas e inimigos também apresentam bons detalhes, especialmente nas animações mais violentas das eliminações.
Blood Reaver ainda precisa de conteúdo para sustentar sua proposta por muitas horas, mas sua base funciona. O combate é direto, a magia acrescenta personalidade e enfrentar hordas com amigos tem potencial para ser bastante divertido. Para quem sente saudade de simplesmente abrir uma partida de Zombies e tentar sobreviver até onde conseguir, é um Early Access que merece atenção.
