REVIEW | Call of Duty: Black Ops 7 – Uma montanha-russa entre frustração e diversão
Black Ops 7: campanha decepciona, mas multiplayer e Zombies entregam ação e diversão intensa. Descubra todos os detalhes do jogo
Existe uma regra cruel na indústria do entretenimento: a nostalgia é uma faca de dois gumes. Quando a Activision anunciou Call of Duty: Black Ops 7 como uma sequência direta do icônico Black Ops 2 (2012), trazendo de volta a linhagem da família Mason, o coração dos fãs bateu mais forte. A promessa era reviver a era de ouro da franquia.
Mas, após horas imerso neste novo campo de batalha, a sensação é de ter vivido duas experiências completamente opostas dentro do mesmo pacote. Black Ops 7 é um “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” dos videogames: uma campanha que beira o desrespeito e um multiplayer que, surpreendentemente, salva o dia.

Primeiras impressões: a Campanha Co-Op e a realidade do lobby
Minha introdução ao jogo não foi das mais animadoras. Mesmo jogando solo, precisei esperar por um lobby de campanha cooperativa — um obstáculo que parecia desnecessário. Quando finalmente entrei na primeira missão, ficou claro que a campanha havia perdido a identidade que fez Black Ops 2 memorável.
A narrativa é rasa, limitada a ciclos de combate e cutscenes curtas, e os personagens não têm tempo para se desenvolver. O que antes era uma experiência cinematográfica, cheia de escolhas impactantes e diversidade de missões, aqui se resume a “sobreviva às hordas de inimigos e siga para o próximo marcador”. Pequenos puzzles existem, mas são triviais, e bugs ocasionais só aumentam a sensação de desleixo.
Multiplayer: o resgate da experiência clássica
Se a campanha decepciona, o multiplayer resgata a essência da série. Mapas bem planejados, equilibrados e de tamanho ideal permitem combate intenso e táticas variadas. Sistemas como Overclocks e Hybrid Perk Specialty oferecem liberdade para criar estilos próprios, misturando armas e habilidades estratégicas.

Novidades pedidas pela comunidade, como a remoção do Tactical Sprint e ajustes no matchmaking, mostram que a Treyarch ouviu os jogadores. O modo 20v20 Skirmish, embora interessante, não brilha tanto quanto os modos principais, mas o conjunto geral entrega diversão consistente.
Zombies: uma experiência assustadora e imersiva
No modo Zombies, Black Ops 7 brilha de maneira impressionante. O mapa Ashes of the Damned é gigantesco, repleto de segredos e Easter Eggs, exigindo exploração detalhada e cooperação entre jogadores. A ambientação sombria, combinada com veículos para deslocamento rápido, mantém a tensão e evita monotonia.
O retorno de Dead Ops Arcade 4 adiciona ação rápida e casual, permitindo diversão sem o compromisso hardcore do modo principal. A dificuldade solo é elevada, mas a experiência coletiva é rica e envolvente, reafirmando a qualidade do modo Zombies.

Gráficos e áudio: inconsistência visual, imersão sonora
Visualmente, o jogo oscila. Ambientes fechados e iluminados impressionam, mas cenários amplos, como florestas tropicais, podem parecer genéricos e sem profundidade. Apesar da inconsistência, a jogabilidade não é prejudicada.
O áudio, por outro lado, é impecável. Tiros, passos e explosões são claros e intensos, mesmo em fones simples. A trilha sonora e os efeitos ambientais elevam a imersão, especialmente no multiplayer e no modo Zombies.
Black Ops 7 é um jogo de contrastes
Black Ops 7 é uma obra de contrastes. A campanha decepciona e falha em capturar a narrativa envolvente que os fãs esperavam. Por outro lado, multiplayer e Zombies entregam diversão estratégica, cooperação intensa e inovação dentro da franquia.
Para jogadores focados em história e narrativa, a recomendação é cautela. Para aqueles que buscam ação, competição e desafios cooperativos, o jogo vale cada minuto investido. Em última análise, Black Ops 7 tropeça na campanha, mas brilha quando a ação coletiva e os mortos-vivos entram em cena.
Leia Mais: REVIEW | Quando a arte olha de volta: o terror sutil de ‘Night Shift at the Museum’





Publicar comentário