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Jacked Up é um caos viciante e divertido no Meta Quest  

Jacked Up é um caos viciante e divertido no Meta Quest

Field Of Vision

A premissa de Jacked Up é absurda no melhor sentido: você é um coelho sarado tentando escalar uma torre gigante, transmitindo a escalada ao vivo pra uma plateia virtual que torce, te zoa e te distrai enquanto você pula de um bloco pro outro.

Eu já estava de olho nesse jogo desde o primeiro trailer caótico, e agora que finalmente o coloquei no headset, posso dizer: não é revolucionário, mas é diversão garantida. E, sinceramente, às vezes é só isso que a gente quer de um jogo de VR.

O pulo é simples, mas vicia que é uma beleza

A mecânica de pular é o coração de Jacked Up, e ela funciona muito bem. É rápida, direta e absurdamente viciante. Perdi a conta de quantas vezes bati naquela barra giratória maldita e despenquei lá pro começo, só pra reiniciar na hora seguinte, sem pensar duas vezes.

E é exatamente aí que mora a mágica. O jogo nunca frustra a ponto de te fazer desistir; pelo contrário, ele te provoca com aquele clássico “só mais uma tentativa” que vira dez sem você perceber.

As academias e os bichos sarados quebram a monotonia

O que impede o jogo de cansar são as academias espalhadas pela torre. A cada algumas centenas de metros, você cai num checkpoint guardado por animais ridiculamente musculosos, sapos trincados, galinhas marombadas, cachorros com mais músculo do que noção, todos te incentivando.

Quando você alcança a quarta academia, desbloqueia um Token de Academia, o que significa não precisar refazer a escalada inteira desde o chão toda vez. É um sisteminha esperto, que faz o progresso parecer recompensador sem matar a tensão de continuar subindo.

Os desafios do Bro Lab são puro caos em Jacked Up

É nos desafios opcionais que Jacked Up passa de bobo pra completamente surtado. Numa tentativa, eu estava pulando enquanto segurava um pôster motivacional na frente da cara. Em outra, tomei um shake de proteína brilhante que deixou meus pulos imprevisíveis.

Esses desafios “Bro Lab” são onde o jogo brilha de verdade, principalmente quando o chat virtual começa a reagir em tempo real. Pode soar como um truque barato, mas faz uma diferença enorme na atmosfera. Ter espectadores fake te zoando no meio da escalada transforma a experiência em algo entre jogo e show de comédia.

Cuidado com o enjoo (e com os gráficos pelados)

Nem tudo são flores. Os gráficos são extremamente simples, quase crus, e os cenários quase não mudam conforme você sobe. O loop central é forte, mas ainda não se ramifica em muita variedade, estou contando com os minigames prometidos pra atualizações futuras pra preencher essa lacuna.

E vai um aviso importante: se você tem qualquer tendência a enjoo em VR, esse jogo pode te derrubar. Olhar pra baixo ou pra cima na hora errada é um convite direto pro embrulho no estômago. Vá com calma.

Jacked Up vale a pena?

Pelo preço é um pacotinho brilhante. Ele não se complica, faz o ato de pular parecer ótimo e tem personalidade de sobra pra se destacar no meio da enxurrada de experimentos de VR.

Jacked Up não vai ganhar prêmio de originalidade nem de gráficos, mas acerta em cheio naquilo que se propõe a fazer. É bobo, frustrante do jeito bom e estranhamente motivador. Se você quer uma diversão descompromissada no Meta Quest e não sofre com enjoo, vale muito a pena. E tem tudo pra ficar ainda melhor se as atualizações cumprirem o prometido.

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