
“Foi o trailer errado”: estúdio de Highguard comenta estreia polêmica no The Game Awards
O lançamento de Highguard, novo FPS PvP gratuito da Wildlight Entertainment, virou assunto nas redes sociais nas últimas semanas, mas não exatamente pelos motivos que o estúdio esperava.
O jogo estreou oficialmente nesta segunda-feira (26), após um período marcado por críticas ao trailer exibido no The Game Awards 2025 e um longo silêncio dos desenvolvedores. Agora, os cofundadores do estúdio reconhecem publicamente: a estratégia inicial falhou.
A aposta no The Game Awards que não saiu como planejado
Durante o The Game Awards, Highguard apareceu como o famoso “one last thing” do evento, posição tradicionalmente associada a grandes anúncios aguardados pelo público. O trailer cinematográfico, no entanto, não caiu bem entre os jogadores.
Segundo Dusty Welch, CEO e cofundador da Wildlight, a decisão de estrear no evento não fazia parte do plano original. A ideia inicial era lançar o jogo de surpresa, no estilo shadow drop, estratégia usada anteriormente com Apex Legends, título no qual muitos membros do estúdio trabalharam.

Sem o apoio financeiro de uma grande publisher, como a EA, o investimento estava totalmente focado no desenvolvimento e não em marketing. Tudo mudou quando Geoff Keighley, apresentador do The Game Awards, visitou o estúdio, jogou Highguard e se mostrou entusiasmado com o projeto, propondo uma apresentação especial no evento.
“Foi o trailer errado”, admite o estúdio
Welch foi direto ao avaliar o resultado da estreia: o problema foi o trailer.
Segundo ele, o material foi pensado para impactar uma audiência global de centenas de milhões de espectadores, mas falhou ao não explicar o verdadeiro diferencial do jogo. “O trailer não representou o gameplay único de Highguard. Olhando agora, foi o trailer errado”, afirmou.
O jogo mistura elementos de raid shooter 3v3, com bases destrutíveis, coleta de equipamentos ao estilo battle royale e condições de vitória inspiradas em MOBAs, conceitos que simplesmente não ficaram claros na apresentação inicial.
Expectativas irreais e reação negativa do público
Outro fator que pesou contra a recepção foi a posição do trailer no evento. Por ter sido o último anúncio da noite, muitos espectadores criaram expectativas irreais, esperando algo no nível de franquias históricas. O choque ao ver um shooter free-to-play gerou frustração e críticas intensas.
Mesmo reconhecendo que a situação foi injusta em alguns aspectos, Welch reforça que a decisão foi do estúdio. “Nós aceitamos. Foi uma escolha nossa, então assumimos a responsabilidade.”

O silêncio estratégico após a polêmica
Desde a exibição no The Game Awards, a Wildlight manteve um silêncio quase total nas redes sociais, algo que incomodou ainda mais parte da comunidade. Segundo Welch, isso também foi intencional.
O plano de lançar o jogo apenas em janeiro de 2026 nunca mudou. Em vez de reagir impulsivamente às críticas, o estúdio decidiu ouvir, aprender e focar no que realmente importava: deixar o jogo falar por si.
“Sabíamos que o próximo passo precisava ser o certo. E o único caminho certo era colocar o controle na mão das pessoas”, explicou.
Foco total em educação e transparência no lançamento
De acordo com Chad Grenier, diretor do jogo e cofundador da Wildlight, o estúdio passou as últimas cinco semanas trabalhando intensamente em conteúdos educativos. Ao todo, foram produzidos cerca de três dezenas de vídeos explicando mecânicas, personagens, armas, mapas e o loop de gameplay.
Todo esse material foi lançado junto com o jogo, incluindo um gameplay deep dive, para garantir que os jogadores entendam o que Highguard realmente é, algo que o trailer inicial não conseguiu transmitir.
Um lançamento pensado no longo prazo
Inspirado no modelo de crescimento orgânico de Apex Legends, Highguard aposta agora na experiência prática. O estúdio já tem um ano inteiro de conteúdo pós-lançamento planejado, com novas temporadas a cada dois meses, passes de batalha por cerca de US$ 9, que não expiram, além de atualizações mensais.
Os cosméticos terão preços limitados, nenhum acima de US$ 20 no lançamento, mantendo o foco em acessibilidade.

“Agora é a vez dos jogadores decidirem”
Para a Wildlight, o momento agora é de escuta ativa. “É gratuito. Jogue, forme sua própria opinião”, reforça Welch. O estúdio afirma estar pronto para dialogar com a comunidade, inclusive com críticas negativas.
Highguard já está disponível gratuitamente para PC, PS5 e Xbox Series X|S. A expectativa é que, com o jogo finalmente nas mãos do público, a narrativa mude, não por trailers, mas pela experiência real.
O lançamento de Highguard, novo FPS PvP gratuito da Wildlight Entertainment, virou assunto nas redes sociais nas últimas semanas, mas não exatamente pelos motivos que o estúdio esperava.
O jogo estreou oficialmente nesta segunda-feira (26), após um período marcado por críticas ao trailer exibido no The Game Awards 2025 e um longo silêncio dos desenvolvedores. Agora, os cofundadores do estúdio reconhecem publicamente: a estratégia inicial falhou.
A aposta no The Game Awards que não saiu como planejado
Durante o The Game Awards, Highguard apareceu como o famoso “one last thing” do evento, posição tradicionalmente associada a grandes anúncios aguardados pelo público. O trailer cinematográfico, no entanto, não caiu bem entre os jogadores.
Segundo Dusty Welch, CEO e cofundador da Wildlight, a decisão de estrear no evento não fazia parte do plano original. A ideia inicial era lançar o jogo de surpresa, no estilo shadow drop, estratégia usada anteriormente com Apex Legends, título no qual muitos membros do estúdio trabalharam.
Sem o apoio financeiro de uma grande publisher, como a EA, o investimento estava totalmente focado no desenvolvimento e não em marketing. Tudo mudou quando Geoff Keighley, apresentador do The Game Awards, visitou o estúdio, jogou Highguard e se mostrou entusiasmado com o projeto, propondo uma apresentação especial no evento.

“Foi o trailer errado”, admite o estúdio
Welch foi direto ao avaliar o resultado da estreia: o problema foi o trailer.
Segundo ele, o material foi pensado para impactar uma audiência global de centenas de milhões de espectadores, mas falhou ao não explicar o verdadeiro diferencial do jogo. “O trailer não representou o gameplay único de Highguard. Olhando agora, foi o trailer errado”, afirmou.
O jogo mistura elementos de raid shooter 3v3, com bases destrutíveis, coleta de equipamentos ao estilo battle royale e condições de vitória inspiradas em MOBAs, conceitos que simplesmente não ficaram claros na apresentação inicial.
Expectativas irreais e reação negativa do público
Outro fator que pesou contra a recepção foi a posição do trailer no evento. Por ter sido o último anúncio da noite, muitos espectadores criaram expectativas irreais, esperando algo no nível de franquias históricas. O choque ao ver um shooter free-to-play gerou frustração e críticas intensas.
Mesmo reconhecendo que a situação foi injusta em alguns aspectos, Welch reforça que a decisão foi do estúdio. “Nós aceitamos. Foi uma escolha nossa, então assumimos a responsabilidade.”
O silêncio estratégico após a polêmica
Desde a exibição no The Game Awards, a Wildlight manteve um silêncio quase total nas redes sociais, algo que incomodou ainda mais parte da comunidade. Segundo Welch, isso também foi intencional.
O plano de lançar o jogo apenas em janeiro de 2026 nunca mudou. Em vez de reagir impulsivamente às críticas, o estúdio decidiu ouvir, aprender e focar no que realmente importava: deixar o jogo falar por si.
“Sabíamos que o próximo passo precisava ser o certo. E o único caminho certo era colocar o controle na mão das pessoas”, explicou.
Foco total em educação e transparência no lançamento
De acordo com Chad Grenier, diretor do jogo e cofundador da Wildlight, o estúdio passou as últimas cinco semanas trabalhando intensamente em conteúdos educativos. Ao todo, foram produzidos cerca de três dezenas de vídeos explicando mecânicas, personagens, armas, mapas e o loop de gameplay.
Todo esse material foi lançado junto com o jogo, incluindo um gameplay deep dive, para garantir que os jogadores entendam o que Highguard realmente é, algo que o trailer inicial não conseguiu transmitir.
Um lançamento pensado no longo prazo
Inspirado no modelo de crescimento orgânico de Apex Legends, Highguard aposta agora na experiência prática. O estúdio já tem um ano inteiro de conteúdo pós-lançamento planejado, com novas temporadas a cada dois meses, passes de batalha por cerca de US$ 9, que não expiram, além de atualizações mensais.
Os cosméticos terão preços limitados, nenhum acima de US$ 20 no lançamento, mantendo o foco em acessibilidade.
“Agora é a vez dos jogadores decidirem”
Para a Wildlight, o momento agora é de escuta ativa. “É gratuito. Jogue, forme sua própria opinião”, reforça Welch. O estúdio afirma estar pronto para dialogar com a comunidade, inclusive com críticas negativas.
Highguard já está disponível gratuitamente para PC, PS5 e Xbox Series X|S. A expectativa é que, com o jogo finalmente nas mãos do público, a narrativa mude, não por trailers, mas pela experiência real.
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